Meu bebê nasceu sem fome: isso é normal?
Toda mamãe sabe o quanto é importante o leite materno e a amamentação para o pleno desenvolvimento do seu bebê. O problema é que não faltam dúvidas e desesperos na hora de amamentar.
Uma cena clássica é quando a mamãe se descabela quando percebe que o nenê que acabara de surgir ao mundo não quer nem saber de mamar nas primeiras horas de vida, apenas dormir.
Neste momento, um enorme ponto de interrogação “nasce” na cabeça da mamãe. Algumas mães perguntam: - por que meu nenê ainda não foi para o peito? Outras, mais desesperadas, já questionam se o bebê está passando fome ou mesmo se rejeitou a mãe.
Muita calma nessa hora. As mamães não precisam ficar tão preocupadas. Isso porque os bebês com menos de 24 horas de vida, em geral, têm alguma reserva que não os deixam sentir muita fome. Mas nem por isso devemos deixar de tentar amamentá-los.
Vale frisar que a amamentação é fundamental nas primeiras horas, podendo o bebê ter hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) e ir para a UTI caso não receba o leite materno.
Temos que acordar o bebê e tentar sim dar o peito, mas sem que haja desespero e preocupação. O bebê está conhecendo a mamãe e vice-versa. Estão acostumando com os cheiros, com as posições e a vida nova.
A fonoaudióloga Jamile Elias explica que é comum mães se espantarem com a reação do nenê 24 horas depois de dar a luz. O bebê, que até então não queria mamar, agora está com vontade enorme de sugar o peito da mamãe.
“O bebê deve ir para o peito nos trinta primeiros minutos de vida, ainda na sala do parto, mas às vezes ele sente preguiça de sugar, o que pode ser sinal de que ele está alimentado. Depois a reserva acaba e a fome aumenta. Com a fome vem o choro do bebê que deixa a mamãe ansiosa para dar o peito”, informa.
Como amamentar sem dor - A ansiedade faz com que a mamãe coloque o peito de qualquer jeito na boca do bebê que o abocanha de forma inadequada e isso pode machucar o bico. A dor pode ser tanta que a mamãe chega a ter vontade de parar de dar o peito. Formam-se fissuras e até machucados.
O jeito mais correto é fazer com que o bebê abra bem a boca e abocanhe toda a aréola (parte escura do seio). É lá que se encontra o leite armazenado e a saída do leite se torna mais fácil, fazendo com que o bebê não faça tanto esforço, ganhando peso, e não machuque o peito da mamãe.
Amamentar não é tão fácil como parece. A mamãe sabe que tem que dar o peito e o bebê sabe sugar. Combinar esses dois fatores, às vezes, é complicado. O bebê vira a boca para o lado errado, a mamãe não consegue se ajeitar numa posição ou o bebê pode machucar ou o bico da mamãe.
Dicas
Para o bebê abocanhar toda a aréola, coloque a barriga do bebê encostada com a sua barriga e você, mamãe, deve estar numa posição bem confortável.
O leite materno é uma vacina para o seu filho. Nele estão vários anticorpos que vão proteger seu bebê de doenças.
Não se frustre se não conseguir amamentar sozinha. Profissionais especializados na arte da amamentação poder ajudar a mamãe nessa hora tão importante.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Jogos e brincadeiras para entreter a criança no carro
Como driblar a irritação e entreter a criançada de um jeito lúdico, com jogos de palavras e brincadeiras simples
Crianças costumam ser mais impacientes do que adultos. No carro, a situação se agrava. Presos a cadeirinhas, eles têm grandes chances de ficar indóceis se nada os distrair. Mesmo que seja daqui até ali. Com os bebês de até dois anos, não há muito o que fazer. O ideal é que eles durmam ou se distraiam apenas com a paisagem ou a música do carro. Para os mais velhos, porém, existem estratégias eficientes e divertidas para transformar as desgastantes saídas de casa em alegres passeios.
A primeira estratégia é pensar no que vai fazer antes de sair. Sacando da manga brincadeiras que vão divertir os pequenos. Para tanto, tenha em mãos um kit surpresa. Nele você deve incluir brinquedos e outros itens de entretenimento para a molecada. O mais importante aqui é saber o momento certo de usá-lo. Tente perceber o momento em que a criança começa a dar sinais de insatisfação e se antecipe aos escândalos.
De 2 a 4 anos
Nessa fase, a maioria das crianças já fala. O ideal aqui é buscar diversão nas novidades que estão do lado de fora do carro. As nuvens do céu podem virar baleias, tesouras, carros e até a própria cara da mamãe. Na estrada, existem fazendas com bois, vacas, cavalos, carneiros e galinhas. Estimule os pequenos a dizer o nome dos animais que estiver vendo. Na cidade, há os prédios, os semáforos, os parques e assim por diante. As cores dos carros também podem servir de inspiração para as brincadeiras. Basta perguntar se um é vermelho ou amarelo para a diversão não parar mais.
Cantar é mais uma excelente opção para passar o tempo. Deixe a criança escolher a música que será entoada por todos no carro, mesmo que ela se repita algumas vezes. Vale de tudo, do cultuado “Parabéns a você” às trilhas de programas de tevê, passando por clássicos do repertório infantil, como “Marcha soldado” e “O sapo não lava o pé”. Uma dica é procurar CDs que vem com os acompanhamentos das músicas e estimulam que as crianças façam o vocal.
Por fim, existem os brinquedos. Nesse quesito, fique atento à segurança. Evite materiais pontiagudos, duros e inflexíveis. Prefira bonecos, carrinhos e livros de pano, borracha ou plástico mole, inofensivos mesmo em situações de curva mal feita ou freada brusca. Produtos com peças pequenas que podem ser engolidas também estão proibidos. Lembre-se de que sua atenção está voltada a maior parte do tempo para frente e não para trás, onde estão as crianças.
De 4 a 6 anos
O leque de alternativas de brincadeiras é maior com crianças maiores. Mas a impaciência delas também. Tenha tato ao lidar com eles. Nessa faixa, os pequenos já estão mais articulados e já falam relativamente bem. Muitos até conhecem bem letras e números. Estimule as brincadeiras conversadas.
Por exemplo, diga que “a mamãe foi à feira e comprou uma laranja”. Em seguida, cada um inventa algo que a mamãe comprou na feira, sem repetir. Outra sugestão é fazer a brincadeira dos nomes. Cada um tem de se lembrar de frutas, bichos ou pessoas que começam com letras de A a Z, por ordem.
Os cenários do lado de fora do carro também podem render boas risadas. Desafie os pequenos a avisar antes que estão se aproximando de placas, pontes, postos de combustível e outros atrativos. Sugira algo e comece o jogo. Cada um que fala na frente acumula pontos. Ou, então, proponha que as letras das placas dos automóveis virem palavras e frases. Então FJL pode virar “a festa do jacaré estava legal”.
Nunca subestime o poder das histórias. São tiro e queda. E as crianças mais velhas gostam de contá-las. A melhor opção é alguém começar um enredo e os outros vão continuando, até ficar um roteiro bem maluco. Os personagens da rua podem fazer parte da trama. Quanto mais absurdo, melhor. Por último, tenha em mãos papeis e giz de cera para desenhar e pintar, são igualmente infalíveis.
Nessa faixa, algumas crianças já têm seu videogame portátil. No carro, ele pode ser bastante útil, desde que o pequeno não enjoe. Mas é preciso combinar que o brinquedo deve ser usado como distração passageira e não única atração da vida dele.
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