terça-feira, 6 de julho de 2010

Plástica pós-gravidez: riscos ao corpo

Toda mulher sonha em manter o mesmo corpinho de antes da gravidez. A gestação é uma fase marcada por inúmeras transformações no corpo. Por isso, muitas acham que a única solução é fazer cirurgias plásticas. Mas essa tática pode não ser tão saudável.


A ditadura social impõe que a “magreza” é o padrão de beleza. Isso pode afetar a auto-estima da mamãe, que teve o seu bebê e está amamentando. A mamãe se sente gorda, inchada, com a pele flácida e os seios caídos. Não se acha atraente para o seu marido e pensa que ele não vai mais gostar dela, procurando outra mulher com o corpo em forma.


E a primeira coisa que aparece no pensamento da mamãe é voltar em forma o mais rápido possível. Aí mora o perigo! A grande maioria rejeita exercícios de resultados a longo prazo, pensando em resultados imediatos (pra “ontem”) para acabar de vez com as gordurinhas extras. A solução é a cirurgia plástica.


As cirurgias plásticas, entretanto, não devem ser feitas logo após o parto, conforme recomenda os médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Benedito Vieira e George Soares. Após o parto, a mamãe está em fase de regressão do inchaço natural da gravidez e sob efeito de alterações hormonais, com o corpo voltando ao seu estado natural.


“Uma lipoaspiração só poderá ser realizada em torno de um ano após o parto e a colocação de prótese mamária só depois de oito meses e fora do período de amamentação”, frisam os médicos.


Corpinho em forma e sem bisturi – A receita pode parecer batida, mas é primordial: as mulheres devem se preocupar com uma vida saudável antes, durante e depois da gravidez, sempre tomando cuidados especiais. Não adianta querer perder em dois dias o que se ganhou em nove meses. A perda de peso e a volta do corpo ao normal é gradativa.


Com certeza voltará ao seu peso normal mais rápido aquela mamãe que cumpriu à risca os seguintes mandamentos


a-) praticou exercícios físicos


b-) tinha uma alimentação saudável e continuou com esses hábitos durante a gestação


c-) não engordou mais que o recomendado (cerca de 12 quilos)


d-) cuidou da hidratação da pele


e-) fez um bom pré-natal e que depois do parto realizou uma alimentação adequada para quem está amamentando


f-) fez exercícios recomendados por um profissional especializado para o pós-parto.
Fazer alguma cirurgia estética no mesmo instante que se faz o parto (seja ele cesárea ou normal) é extremamente contra-indicado.


“Todos os riscos estão muito aumentados nessa situação, pois os tecidos estão muito infiltrados devido à ação dos hormônios da gravidez. Os vasos sangüíneos estão mais dilatados e o risco de hemorragias aumenta. O trauma cirúrgico torna-se exacerbado, prejudicando a recuperação e a saúde. Qualquer cirurgia nas mamas em fase de amamentação fica mais susceptível a infecções, formações de cistos e processos inflamatórios graves”, afirmam os médicos.


Amamentar ajuda a recuperar o corpo - A amamentação é um dos fatores que faz com que o corpo da mulher volte ao natural mais rápido, destaca a fonoaudióloga Jamile Elias, especialista em amamentação.


Jamile conta que a mulher perde muitas calorias quando amamenta seu bebê. Além disso, o hormônio jogado no corpo durante a amamentação faz com que o útero se contraia e volte ao seu tamanho normal. Por isso muitas mulheres sentem cólicas ao amamentar.


Dicas
Se a mamãe pretender ter mais filhos é melhor adiar a cirurgia plástica, já que a cirurgia terá que ser refeita após o nascimento do outro filho.


Quanto maior a idade da mamãe e maior a quantidade de peso que se ganha durante a gravidez, mais difícil de perder os quilos extras após o nascimento do bebê.


A cirurgia plástica deve ser realizada por um especialista e deve ser uma decisão conjunta entre médico e paciente, respeitando as transformações do corpo e segurança da vida.

Fraldas nunca mais

Com 1 ano e meio a criança está pronta para fazer xixi no penico. Mas vai precisar da orientação e, claro, muita paciência dos pais

Quer tirar a fralda do seu bebê? Pois saiba que não basta deixar a criança pelada, fazendo xixi à vontade. “Ela só conseguirá se livrar das fraldas se for preparada para isso”, avisa o pediatra Renato Lopes de Souza, da Universidade Federal de São Paulo. O sucesso depende da maturidade do pequeno e da paciência dos pais. Fisiologicamente a criança está pronta para abandonar as fraldas a partir de 1 ano e 6 meses. “É quando adquire o controle dos músculos e nervos do ânus e da uretra”, justifica Souza. Até os 4 anos, no entanto, acidentes ainda são normais.


Para botar em prática essa habilidade, a cabeça do seu filho precisa ser treinada — e aí entram os pais. Mostre a ele as questões que envolvem o troninho. O xixi na fralda, o cocô que vai embora na descarga e a importância dos hábitos de higiene são algumas lições. É importante perguntar se ele gostaria de experimentar o banheiro. Aqueles que já estão no ponto costumam mostrar a fralda molhada ou avisam que vão fazer cocô. Também não suportam ficar sujos e pedem para ser trocados.


A fralda diurna é a primeira a ser abolida. Uma tática boa é colocar a criança, assim que acordar, no penico ou no vaso sanitário. Nesse caso não se esqueça do redutor de assento, peça fundamental para deixar o baixinho mais seguro diante daquele baita buracão. No início pode ser que ele faça apenas um pinguinho de xixi, mas tudo bem. A partir daí é só levá-lo a cada duas horas ao banheiro. Com o cocô é mais fácil, porque a criança já está habituada a fazer sempre no mesmo horário.


Quando o pequeno conseguir controlar o xixi e o cocô e aprender a usar o penico ou vaso sanitário (o que pode levar até quatro meses), é hora de abandonar a fralda noturna. Para isso ele deve dormir em cama, pois pode dar vontade de correr para o banheiro durante a noite. Também é essencial abolir a última mamada. São 250 ml de líquido a menos na bexiga. E a regra principal: antes de dormir a criança precisa fazer xixi.


Não é aconselhável deixar passar da época certa para desfraldar. A criança pode se acomodar e, depois, o processo fica mais complicado. Também é péssimo forçar a barra. Quando não está preparado, o pequeno acaba segurando demais o xixi. Daí, o conselho para os pais é abandonar o processo por uns 15 dias e, então, tentar novamente.